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sexta-feira, 3 de maio de 2013

futebol


PH Ganso acredita na vaga, mas admite: 'A encrenca é bem grande'

Meio-campista se apega ao bom desempenho do São Paulo no início da partida contra o Galo para ainda sonhar com a classificação



O São Paulo tem uma ingrata missão para continuar na Taça Libertadores. Depois de perder por 2 a 1, no Morumbi, o Tricolor precisa de uma vitória por dois gols de diferença sobre o Atlético-MG, quarta-feira, em Belo Horizonte, para chegar às quartas de final. Paulo Henrique Ganso, um dos destaques do Tricolor no primeiro duelo, reconhece a dificuldade, mas aposta no futebol apresentado pela equipe nos minutos iniciais para superar o Galo.
– A encrenca é bem grande. Nós sabíamos das dificuldades já na primeira partida. Mas, se tirarmos como exemplo os 30, 38 minutos do primeiro tempo, temos elenco e condição de ganhar do Atlético-MG lá – afirmou.Ganso lamentou também a sequência de acontecimentos ruins para o São Paulo durante o jogo. Aloísio se lesionou logo no lance do gol de Jadson. Em seguida, Lúcio foi expulso ainda no primeiro tempo e, minutos depois, Ronaldinho fez um gol de cabeça.
Já na etapa final, com um jogador a menos no campo, Rhodolfo também precisou ser substituído em virtude de um problema físico, prejudicando a toda a estratégia de Ney Franco. O time não conseguiu chegar com perigo em nenhuma oportunidade e ainda quase sofreu o terceiro gol no fim.
– Tinha até mais gente do São Paulo na área do que do Atlético. Para você ver como o dia não era do São Paulo. Ronaldinho fez um gol de cabeça, o que é até raridade – disse.
Para o segundo jogo, o São Paulo terá o retorno do centroavante Luis Fabiano, artilheiro da equipe na temporada, com 12 gols. O jogador cumpriu a quarta e última partida de suspensão da Conmebol e tem presença certa. 


Contraprova de Deco dá positivo, e 
meia será suspenso preventivamente

Exame do camisa 20 tinha traços do diurético Furosemida. Defesa vai se basear em resultado de análise das vitaminas utilizadas regularmente


Flagrado no exame antidoping após o jogo entre Fluminense e Boavista, no dia 30 de março, Deco recebeu a notícia nesta sexta-feira de que a contraprova de seu teste também deu positivo. O meia, então, deve ter confirmada sua suspensão preventiva por um mês assim que o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/RJ) for notificado, o que acontecerá na próxima segunda. Assim, ele estaria liberado para disputar a final da Taça Rio, domingo, contra o Botafogo, se o técnico Abel Braga optasse por escalá-lo.
No entanto, isso não vai acontecer. O diretor executivo Rodrigo Caetano fez questão de passar a informação, para aliviar de antemão o turbilhão pelo qual atravessa o jogador.
- Não há possibilidade nenhuma, isso (Deco jogar) está descartado. Não tem nem cabeça para isso. Precisamos preservar o jogador e o ser humano - avisou.
Defesa se baseará em análise do laboratório
A equipe de Deco enviou amostras da vitamina que ele toma para serem analisadas por um laboratório. A estratégia de defesa dele será feita em cima do resultado dessa análise. A substância encontrada foi a Furosemida, um diurético. O camisa 20 tricolor declarou-se inocente e estuda processar o laboratório que produz as vitaminas que ele toma, sob a alegação de contaminação. Aos 35 anos, Deco divulgou nota oficial ressaltando que em 18 temporadas como profissional no futebol jamais teve seu nome ligado a um episódio do tipo e destacou que irá atrás de justiça no caso até as últimas consequências.
De acordo com o procedimento, o tribunal apresentará uma denúncia, e a defesa do jogador terá cinco dias para se manifestar. A partir de então será marcado um julgamento em cerca de 15 dias. A punição pode chegar a dois anos, como em casos recentes do esporte. Neste cenário, sua carreira muito provavelmente seria abreviada, já que o meia considera a possibilidade de pendurar as chuteiras em dezembro, quando acaba seu contrato.
Em nota oficial, o Fluminense divulgou que o atleta contratou um advogado particular para defendê-lo e respeita a decisão, embora tenha colocado todo o departamento jurídico à disposição de Deco.
Cielo e Dodô: casos semelhantes com fins diferentes
Em outros casos de doping no Brasil, os nadadores Cesar Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas dos Santos foram apenas advertidos em 2011 pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça, pelo uso da mesma substância Furosemida. O tribunal atribuiu o doping à contaminação de um suplemento alimentar manipulado pela farmácia Anna Terra, de Santa Bárbara D'Oeste, em São Paulo. Na ocasião, o estabelecimento assumiu a culpa, enviando relatório no qual avisava sobre a contaminação das cápsulas por falta de limpeza no balcão onde as pílulas são produzidas.
Já o caso de Dodô, em 2007, foi bem diferente. Quando o jogador foi flagrado com a substância femproporex, o Botafogo inicialmente culpou cápsulas de cafeína produzidas por uma farmácia de manipulação. O atacante chegou a ser absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas o caso foi parar no CAS, que suspendeu o atleta por dois anos.
No atual Campeonato Carioca, o meia Carlos Alberto, do Vasco, também foi pego no exame antidoping pelo uso de substâncias hidroclorotiazida e carboxi-tamoxifeno, uma combinação incomum, de acordo com os médicos especialistas. O jogador foi suspenso preventivamente pelo TJD-RJ por 30 dias e aguarda seu julgamento. Ele alega inocência.

Tumulto marca a chegada do elenco
do Galo ao aeroporto de Confins

Após vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo, centenas de atleticanos foram 
receber o time. Ronaldinho Gaúcho teve que sair sob escolta da PM

O aeroporto de Confins, na Grande BH, foi tomado por torcedores atleticanos na tarde desta sexta-feira, na chegada da delegação atleticana após a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, nessa quinta, pela Taça Libertadores (veja no vídeo ao lado). A vitória deixou os torcedores eufóricos. Muitos, até demais. Com centenas de torcedores presentes ao terminal, houve confusão no local.
Um fotógrafo que cobria o desembarque caiu no chão e sofreu um corte. Um repórter cinematográfico, no meio da bagunça, perdeu um relógio. O mais assediado, inevitavelmente, foi o meia Ronaldinho Gaúcho, que foi seguido por cerca de 300 torcedores. A Polícia Militar teve que fazer um cordão de isolamento para garantir a saída dos jogadores da sala de desembarque até a área para embarque nos veículos.
Problemas à parte, a maioria dos atleticanos presentes fez a festa para os jogadores. Com gritos para cada um que deixava a área de desembarque, várias músicas de provocação ao São Paulo também foram entoadas.
Folga e volta aos trabalhos
Após um trabalho regenerativo ainda em São Paulo, os jogadores do Galo foram liberados nesta sexta à tarde. No sábado, pela manhã, o elenco se reapresenta ao técnico Cuca, quando começa os trabalhos para pegar o Tombense, neste domingo, pelo Campeonato Mineiro.
Já pela Libertadores, o próximo confronto do Galo será na quarta-feira, contra o São Paulo, no Independência. O Alvinegro pode até perder por 1 a 0 que estará classificado às quartas de final devido aos gols marcados fora de casa. Derrota por 2 a 1 leva a decisão para os pênaltis.

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